segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Décimo Quinto Dia A libertação da lei - Jejum De Daniel

A grande entre muitos irmãos é essa: “Se é pela  fé somente que um homem se coloca em Cristo e se torna participante da promessa de Deus a  Abraão, de que serve então a lei?”
Evidentemente não somos contra a lei. Em Romanos 7:12 a Palavra de Deus diz que a lei é santa;
e o mandamento, santo, e justo, e bom. Sabemos que a lei desempenha um papel essencial no
propósito de Deus. A função da lei não é, todavia, conceder salvação, mas, sim, convencer os homens da necessidade desta. Ninguém pode ser justificado tentando guardar a lei, pois essa foi dada para condenar e não para salvar o homem.
Qual o lugar da lei do evangelho da graça? A vontade de Deus é que o homem, depois de
fracassar em sua tentativa de guardar a lei, possa clamar pela promessa do céu. A incapacidade
de guardar a lei deveria fazer com que buscássemos a promessa.
Em outras palavras, o propósito da lei é tornar os homens piores e, não melhores. Pois a lei
mostra-nos o nosso pecado e depois de termos esse conhecimento deveríamos nos humilhar
quebrantados buscando o favor imerecido da graça de Deus que é Cristo. Dessa forma a
verdadeira função da lei é confirmar a promessa de Deus a torná-la indispensável.
O propósito da Lei
Uma das promessas mais extraordinárias do Senhor está em Romanos 6:14.
Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.
O grande segredo é sabermos definir o que é a lei e o que é graça. Se entendermos o que é a
graça e nos colocarmos debaixo dela, então espontaneamente venceremos o pecado e não
seremos mais escravos de coisa alguma. A lei exige que você faça, mas a graça faz por você. Só
podemos vencer o pecado porque não estamos mais debaixo da lei do esforço próprio e da justiça
própria.
A graça é definida como “favor imerecido” e a lei é o “favor merecido”. Sempre que nos
relacionamos com Deus com base em nosso merecimento estamos nos colocando debaixo da lei.
Não podemos viver debaixo de dois princípios diferentes, ou estamos na lei ou na graça.
Não podemos viver debaixo de duas aliança simultaneamente, a velha e a nova aliança.
Infelizmente, porém, essa é a realidade de muitos cristãos hoje. Eles são salvos pela graça, mas
depois se voltam para a lei para se santificarem. Mas nós estamos sob a nova aliança do favor
imerecido de Deus. A velha aliança baseada nas obras humanas já passou.
Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e
envelhecido está prestes a desaparecer. Hb. 8:13
A palavra de Deus diz claramente que a lei é obsoleta. Ela não é mais para o crente que está na
nova aliança, no novo testamento.
Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo
buscado lugar para uma segunda. Hb. 8:7
A velha aliança da lei não deu resultado algum, se tivesse dado o resultado esperado não teria
sido substituída pela nova aliança. Se a lei pudesse salvar o homem Deus não teria enviado seu
filho unigênito para morrer na cruz.
Mas era justamente isso que deixa os religiosos indignados. Eles questionam: “se Deus sabia que
a lei era incapaz de salvar, então porque a lei foi dada? Qual o propósito da lei?” Gostaria de
mencionar pelo menos três razões bíblicas da concessão da lei.
a. A lei foi dada para revelar a imagem de Deus
Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da
lei. I Jo. 3:4
O pecado é errar o alvo. Não importa o quão perto você acertou no alvo, mas se errou está fora
do padrão. A glória de Deus e a lei de Deus são a mesma coisa. A glória de Deus é o seu caráter.
Quando os discípulos disseram que viram a glória do Pai em Cristo foi porque viram em Cristo a
exata expressão do caráter de Deus.
A imagem da qual fomos feitos é a imagem do caráter de Deus. Dessa forma a lei foi dada para
revelar ao homem o caráter de Deus. A lei mostra como o homem deve ser pois foi feito à sua
imagem.
Deus é o padrão de tudo aquilo que ele mesmo exige. Assim Deus é amor, paciência, bondade,
paz, alegria e tudo o mais. A lei não é um manual de como devemos proceder, mas a revelação de
Deus.
Pelas proibições da lei ficamos sabendo o que agrada a Deus e o que o desagrada.
Evidentemente nós desejamos agradar a Deus, dessa forma, no final nós cumpriremos a lei pois
estamos sendo transformados na imagem do Senhor de glória em glória. Mas não cumprimos a lei
como condição para sermos aceitos por Deus, mas como consequência de termos um
relacionamento com o Pai.
O Espírito Santo que hoje habita em nós está nos transformando para termos a imagem do
Senhor em nós. O mandamento somente pode ser cumprido pelo poder do Espírito Santo que
está em nós.
b. A lei foi dada para mostrar que o homem é pecador
Em Gálatas 3:19 Paulo explica a verdadeira função da lei fazendo duas perguntas e respondendoas.
A primeira pergunta é: “Qual pois, a razão de ser da lei?”. Satanás quer que provemos que
somos santos através da lei, mas Deus deu a lei para provar que somos pecadores.
Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o
pleno conhecimento do pecado. Rm. 3:20
Porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão. Rm. 4:15
Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado,
senão por intermédio da lei. Rm. 7:7
Assim o alvo da lei era denunciar o pecado e mostrar o que é contra a vontade de Deus. A lei
existe para demonstrar que não conseguimos ser o que fomos criados para ser. A lei expõe a
realidade do homem. A lei nos faz honestos para conosco mesmo.
É impossível ao homem guardar a lei, então porque ela foi dada? Ao dar a lei a intenção de Deus
não era que o homem a guardasse, pois ele sabia que o homem não seria capaz de fazê-lo.
Podemos dizer que a lei foi dada para ser quebrada e assim revelar-nos a nossa condição de
pecadores. Paulo diz que é pela lei que vem o pleno conhecimento do pecado.
Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e
todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras
da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Rm 3:19-20
Em Gálatas 3:19 Paulo diz que a lei foi adicionada para expor o que o homem é e onde ele está.
Assim, por um lado a lei foi dada para nos revelar o caráter de Deus e ao fazer isso ela também
expõe a nossa condição pecaminosa.
A lei nos serviu de tutores, por meio dos quais fomos conduzidos a Cristo pela fé. A lei deveria
produzir em nós um clamor profundo pelo Senhor, por causa de nossa incapacidade de cumpri-la.
É como o caso de um funcionário bem estabanado. É só ele se levantar e começa e derrubar as
coisas e estragar as outras. Tudo fica bem se ele fica sentado, mas se lhe pedimos para fazer
algo logo se manifesta a sua condição de estabanado.
As exigências são razoáveis, o problema é que o funcionário é inapto. O funcionário somos nós e
a lei são as exigências do patrão. As exigência do patrão devem ser cumpridas, pois a lei é boa e
é eterna, mas nós somos incapazes de cumpri-las, então ele manda que seu Filho faça o trabalho
por nós.
A obra é feita pelo Filho do patrão, mas nós recebemos o mérito e até a recompensa. O patrão
não nos pede que ignoremos as exigências, mas sim que deixemos seu filho trabalhar por nós e
cumprir as exigências em nosso lugar. Isto é a graça do patrão.
O problema é quando ignoramos a graça e insistimos que devemos fazer alguma coisa. O patrão
sabe de nossa incapacidade e inaptidão, o problema é que nós não sabemos.
Deus usa a lei para revelar a nós mesmos a nossa completa incapacidade. Sem a lei nunca
saberíamos o quão fracos e incapazes somos.
Hoje já não estamos mais debaixo da lei. A lei é eterna, mas nós morremos para ela. Dizemos isso
porque a lei é dada para ímpios e não para justos. Como já somos justos em Cristo, a lei não se
aplica mais a nós.
Então para quem é a lei? Paulo diz claramente que a lei não foi promulgada para justos, mas a
razão de ser da lei é atingir os ímpios. A lei não é mais para nós que fomos tornados justos em
Cristo.
“Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo, tendo em vista que
não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e
pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de
homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina (I Tm. 1:8-10).
Para o ímpio precisamos pregar a lei para que ele perceba que é pecador e assim venha a crer no
perdão gracioso da cruz. O objetivo da lei é levar o ímpio a perceber que ele precisa do Senhor
Jesus.
A verdade é que “a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos
justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio” (Gl.
3:24-25). A lei, portanto, foi dada para que percebêssemos que por nós mesmos nunca seríamos
capazes de alcançar o padrão perfeito de Deus. Dessa forma a lei nos leva a Jesus e esse nos
justifica pelo seu sangue. E uma vez que já somos justos não estamos mais debaixo da lei.
Já não estamos mais debaixo da lei e sim da graça de Deus. Isso precisa ser uma revelação que
explode em seu coração. É maravilhoso estarmos debaixo da graça e não da condenação da lei. A
lei condena o pecador, mas a graça torna o pecador justo. A lei traz a morte, mas a graça nos
concede vida abundante. A lei expõe a nossa fraqueza, mas a graça nos dá a suficiência de
Cristo.
O alvo da lei é tornar você consciente do pecado, mas o objetivo da graça é torná-lo consciente da
justiça. A lei fala do que você precisa fazer, a graça, porém, nos fala do que Jesus já fez por nós. A
lei coloca sobre você o fardo de cumpri-la, mas a graça coloca sobre Cristo o peso de cumprir a lei
em nós.
c. A lei foi dada para ser obedecida como uma promessa
Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR:
Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu
Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao
seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao
maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me
lembrarei. Jr. 31:34
Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus
juízos e os observeis. Ezequiel 36:27
A lei de Moisés foi dada para ser quebrada, para que o homem descobrisse que é pecador e
incapaz de obedecer a Deus. Mas a lei de Cristo pode ser cumprida, pois aquele que faz a
exigência, ele mesmo a cumpre em nós.
O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos
seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre
os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória; Cl 1:26-27
Cristo habitando em nós é a esperança da Glória. Mas, como já disse, a glória de Deus é a sua
imagem e o seu caráter. O caráter e a imagem de Deus são revelados na Lei. Assim Cristo em
nós é a garantia de que podemos expressar a glória de Deus e termos restaurada em nós a sua
imagem.
O resultado de receber o Espírito é que eu me torno capaz de cumprir os mandamentos de Deus.
O fato de Cristo habitar em nós agora transforma completamente a letra da lei. Você pode ler o
mandamento de duas maneiras: como uma promessa ou como uma ordem. O mandamento “Não
matarás”, pode ser uma ordem, ou pode ser uma promessa de que não matarás.
Se vivemos debaixo da lei sempre ouvimos a ordem: “Não matarás, eu te ordeno!” Mas se pela fé
nos colocamos debaixo da graça ouvimos a promessa de Deus: “Não matarás, eu te prometo!”
Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando
o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito,
condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não
andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Rm. 8:3-4
A lei deixou de ser uma ordem e passou a ser uma promessa na Nova aliança. Evidentemente
isso não significa que já não precisamos fazer coisa alguma para vencer o pecado. Se somos
auto-suficientes pecamos, mas se somos dependentes do Espírito, vencemos.
Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. E todos nós, com o
rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de
glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. 2cor 3:17-18
Ainda temos a carne em nosso corpo natural, mas temos a vida de Deus em nosso espírito. Tudo
vai depender de qual dos dois alimentamos. Aquilo que alimentamos vive, o que não alimentamos
fica morto.
O Senhor disse que não podemos servir a dois senhores, assim não podemos estar na carne e no
Espírito ao mesmo tempo. Quanto mais alimentamos o espírito, mais desfrutamos de vitória.
A evidência do crescimento natural não é o nosso trabalho ou realizações. O mesmo se aplica ao
nosso crescimento espiritual. Crescimento é uma questão de transformação.
O evangelho não é uma questão de ir para o céu, mas uma questão de Deus ter vindo a nós. Não
é uma questão de ir ao céu, mas do céu entrar dentro do nosso coração. O evangelho é uma
questão de tê-lo e não de ter coisa alguma.
Por causa da graça temos hoje a promessa de que não cairemos. Mas para isso precisamos estar
debaixo da graça e cheios de graça. A graça tem um nome: Senhor Jesus. A graça não é uma
doutrina que aprendemos, mas uma pessoa que conhecemos. A Palavra de Deus diz que a lei foi
dada, mas a graça veio. A lei foi dada porque é uma coisa, mas a graça veio porque é uma
pessoa.
Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus
Cristo. Jo. 1:17
Pense em quantas tentações que você e eu enfrentamos em um dia normal. Mas a promessa do
Senhor é que o pecado não terá domínio sobre nós. O pecado não terá domínio sobre nós porque
estamos debaixo da graça e não da lei. Precisamos confessar essa verdade continuamente para
termos vitória. Não confessamos para que se torne realidade, confessamos porque reconhecemos
que essa já é a realidade.
Você é tentado a ficar na cama até tarde – a tentação de preguiça. Mas o pecado não terá
domínio sobre você, porque estais debaixo da graça.
Você é levado a discutir com a esposa à mesa do café – a tentação de indelicadeza.
Depois você discute sobre quem deve trocar o bebê neste momento – a tentação de egoísmo.
Você começa a trabalhar com 15 minutos de atraso – a tentação da indolência.
Você perde a paciência quando um colega de trabalho deixa seu computador travar – a tentação
de impaciência.
De repente você se pega flertando com aquela mulher de boa aparência ou tendo um segundo
olhar para o homem de boa aparência – a tentação de luxúria.
Depois de um problema você se recusa a falar com aquele colega que o feriu – a tentação da
amargura.
Por causa disso você fica repetindo uma história suculenta de infortúnio do colega – a tentação de
fofocas.
A tarde você se senta para alimentar pensamentos sensuais – a tentação de impureza.
Joga a sua raiva para fora sobre as crianças após um dia duro de trabalho – a tentação da
crueldade e ira.
Resolve sair para comer fora quando você não pode pagá-lo – a tentação de auto-indulgência.
Come um segundo prato e depois um terceiro – a tentação de gula.
Dispara um torpedo apressado para aquele colega que o machucou – a tentação de vingança.
Mas no meio de tudo isso você pode vencer, porque o pecado já não terá domínio sobre você,
porque você está debaixo da graça e não da lei.
Pr.Aluizio A.Silva

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